Sonhar... Mais um sonho impossível, lutar quando é fácil ceder já dizia Maria Betânia em sua canção. Mundo dos sonhos? Ou seria o mundo das ilusões?
Seria este o grande mistério que enfeita a infância dos pequeninos, que não tem motivos para se preocupar, que não levanta cedo para ir ao trabalho, nem dorme com dor na consciência pelas contas atrasadas, não guarda rancor, ódio, mágoa ou qualquer ressentimento. Não se sabe ao certo o nome desse mundo que é simplesmente fantástico, com um simples toque de mágica tudo fica divertido, colorido, que arranca gargalhada sincera, e olhares iluminados. Ilusões, sonhos, fantasia. Este é o mundo colorido de sua infância. Hoje você cresceu, mas escute: não perca nunca sua alma de criança. Lá fora a vida pode ser diferente daquilo que você sonhou talvez uma brusca realidade que você nem em sonho imaginaria que pudesse existir. Com o tempo você percebe que aqueles amigos que fez parte de sua infância, que sonhou e planejou como seria a vida depois de adulto não estão mais a seu lado. A vida encarregará de lhe apresentar outras pessoas que provavelmente você irá se identificar, como se juntos tivessem crescidos. Mas não é minha missão desapontá-lo quanto á vida adulta, pois evidentemente que os sonhos continuarão a existir, continuaremos voando num limite improvável, além do imaginário. Ainda bem. Afinal que graça teria a vida sem sonhos, sem desejos, sem fantasias. Nenhuma pode apostar. Talvez seja ele, “o sonho” responsável por mover nossas vidas, e quem sabe o mundo. Mesmo hoje, depois de ter passado pela infância, mesmo nunca tendo deixado morrer a criança que habita o meu ser, continuo sonhando e apostando nas pessoas, naquilo que acredito, e que espero da vida e das pessoas. Mesmo quebrando a cara muitas vezes com pessoas pequenas, que não mereciam o tamanho do sonho que eu tinha a seu respeito, mesmo assim continuo sonhando. Sonho com um mundo melhor, mais fraterno, mais humano e de paz. Não me importa saber se é terrível demais, quantas guerras terei que vencer por um pouco de paz, mas não deixarei que meus sonhos se percam por onde eu vá, nem deixarei que os mesmos morram ou desapareçam de minha vida. Quero continuar sonhando... Sonhando, fantasiando e vivendo sempre na eterna infância, pois só assim veremos brotar uma flor do impossível chão.

É como diz a Mafalda "essas adultices", parece que nesse processo de crescer vamos perdendo a capacidade lúdica da criança. Vamos deixando nossos sonhos e fantasias, deixamos de ver os pais-heróis e as mães santificadas. Crescer as vezes parece um castigo. O ser adulto está sempre tão atribulado, apressado, se atracando com outros adultos pelas ruas das cidades grandes. Queria voltar a ser criança, por pelo menos vinte quatro horas, pra brincar no play-ground, rolar na areia e gargalhar com coisas simples da vida. Como na historia do menino que jogava as estrelas de volta ao mar, ele sabia que não salvaria a todas, mas não deixou de tentar, essa fantasia simples é tão gostosa e da tanto sentido ao viver... Pena que os adultos sejam tão "chatos", por isso eu escolhi trabalhar entre as crianças, entre seus sonhos e sorrisos inocentes, quem sabe assim, a criança que habita em mim nunca deixe de sorrir tbm.
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